Escuteiros - Agrupamento 103

Chefe de Agrupamento: João Cordeiro

Chefe Adjunto: José Veiga

Assistente de Agrupamento: Padre Vasco Gonçalves

Equipa de Animação - Iª Secção/Lobitos: Andrea Moura e Mariana Novo

Equipa de Animação - IIª Secção/Exploradores: Abel Azevedo e João Gonçalves

Monitores/CIL: André Rodrigues, Ângela Oliveira, Diogo Rodrigues, Rui Sampaio
Decorria o ano de 1957, quando na Ordem de Serviço Nacional N.º 187 de 02/12/1957, nascia oficialmente o Agrupamento n.º 103 – Monserrate, do C.N.E. – Escutismo Católico Português. São mais de 50 anos de uma rica e vasta história que propulsionam o CNE 103. Neste percurso centenas de jovens ao longo destes anos beneficiaram de múltiplas experiências, vivências e da formação escutista segundo o método desenvolvido por Baden-Powell. Acompanhe-nos nas próximas linhas para ficar a conhecer um pouco mais da história deste agrupamento de escuteiros sedeado no coração da cidade de Viana do Castelo, Monserrate.

ANOS 50

Depois de nos anos 20 (1923) ter nascido, em Portugal, mais propriamente em Braga, o Escutismo Católico em Portugal pela mão do Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos e por Dr. Avelino Gonçalves, Monserrate aderiu a este movimento, inicialmente chamado de Scouts.
Contudo, foi em 1957 que em Ordem de Serviço da Junta Nacional do então já chamado CNE – Corpo Nacional de Escutas, foi criado o Agrupamento 103.
Segundo os documentos oficiais, o primeiro chefe de agrupamento foi o Padre Manuel Macedo de Sousa, tendo como assistente o Padre Daniel Machado, como secretário António Alves do Rêgo e como secretário adjunto, Abel Vieira de Melo.
Aqui se iniciou uma actividade que decorridos 50 anos se mantém viva com referências na sociedade pelas centenas de jovens e menos jovens que por lá passaram.
Ocupando o andar superior da parte nascente do Convento de são Domingos o Agrupamento 103 juntava no seu seio, em Monserrate, rapazes e raparigas que, nas secções respectivas, dinamizavam a juventude vianense com os seus acampamentos, viagens e aventuras.

ANOS 60

Entretanto vieram os anos 60 do século XX. Portugal viu a sua juventude implicada numa guerra onde os 20 anos de idade eram tempo de responsabilidade e de contacto com realidades nunca antes vividas. Muitos jovens escutas foram para a guerra e ficaram lá. Outros sobrevieram, praticando os princípios escutistas, na solidariedade, na entreajuda e no sentido de justiça.
Em finais dos anos 60 a juventude mundial e a juventude portuguesa começam a ser confrontadas com novas realidades. A juventude passa a ser também sujeito da história. O Ensino alarga-se, permitindo que muitos jovens frequentem os diversos graus de ensino.
Ser jovem começa a ser um estado de vida e o escutismo vai de encontro a essa vida vivida de forma simples e descobrindo no contacto com a natureza o caminho do ser humano.
O Agrupamento 103 recebe jovens de várias classes sociais, num meio piscatório que se começava a abrir a novas realidades económico-sociais, como a indústria e o comércio.
É assim que o Agrupamento 103 passa a ocupar os baixos do Convento de São Domingos, por baixo da janela da cela de Frei Bartolomeu dos Mártires. As patrulhas de exploradores Cuco, Raposa, Búfalo e outras ganham corpo e o Movimento Escutista consolida-se em Monserrate.

ANOS 70

Os anos 70 são os anos da mudança em Portugal. Os movimentos de jovens, a Igreja Católica, onde se integrava o Corpo Nacional de Escutas, a sociedade em geral, renovam-se.
Os Escuteiros de Monserrate, no seu Agrupamento 103 aprimoram-se. Abrem-se à comunidade. Nos inícios dos anos 70, abrem as suas portas a médicos, professores, sacerdotes e outros especialistas que falam aos jovens da freguesia, em geral, sobre sexualidade, espiritualidade, juventude, ambiente.
Novas actividades surgem. O Teatro ganha adeptos entre os escuteiros e no Salão do Convento de São Domingos levam á cena o Auto das Barcas, de Gil Vicente.
Na actividade escutista o Agrupamento 103 esmera-se. Na sua deslocação ao Acampamento Nacional em Braga, destaca-se pela sua qualidade humana e técnica em todas as secções, na linha, aliás de anteriores façanhas.
Nos finais dos anos 70 o escutismo em Monserrate esmorece. As actividades são suspensas. Com a saída de jovens de Viana do Castelo para o Ensino Superior e com a multiplicação de atracções para a juventude este é um período em que a juventude trilha novos caminhos novas experiências associativas e de cidadania. Contudo a chama do Escutismo ficou em Monserrate e não tardou a ser reacendida.

ANOS 80

Aos poucos a actividade escutista em Monserrate foi sendo retomada. E nos anos 80 aos poucos o Agrupamento 103 renasce do anterior período de inactividade.
Os jovens regressam aos poucos ao Escutismo e começa a preparar-se o futuro. Muitos dos jovens agora aderentes serão os chefes dos tempos futuros.
As secções são remodeladas. Exploradores e exploradoras convivem. Patrulhas de rapazes e patrulhas de raparigas começam a ser uma realidade. O Escutismo afirma-se como uma obra do nosso tempo a preparar os jovens para os tempos futuros.

ANOS 90

É esta a altura dos jovens escuteiros de outrora tomarem nas mãos os destinos do Agrupamento 103 de Monserrate. Com chefias remoçadas, muitos jovens aderem ao Escutismo.
É o tempo de longas caminhadas, acampamentos e acantonamentos. Descobrir Viana do Castelo e o que a rodeia é uma tarefa e um desafio. Por montes e serras das redondezas os jovens contactam a natureza.
O pioneirismo impõe-se. Mãos habilidosas começam a renovar a sede que entretanto passa para o lado poente do Convento de São Domingos.
Nesta década o agrupamento participou ainda em múltiplas actividades regionais promotoras do convívio e partilha entre jovens escutas.
Já se sonha com a Internet e com as novas tecnologias. Prepara-se o novo século – o século XXI.

A PRIMEIRA e SEGUNDA DÉCADA DO SÉCULO XXI

Há marcas que ficam para sempre na história de um grupo. E no Agrupamento 103 o Red Bull Flugtag é palavra-chave. Em Setembro de 2002, no Parque das Nações os escuteiros de Monserrate – Agrupamento 103 apresentam-se entre os 23 escolhidos do lote de 105 candidatos ao concurso Red Bull de Máquinas Voadoras. Fica para a posteridade um honroso 5º lugar, depois de em programas televisivos ter sido vedeta a máquina voadora dos Escuteiros de Monserrate.
A participação e as experiências geradas no IIIº e IVº Acampamento Regional realizados em 2004 e 2008 também se afirmaram como momentos cruciais desta década.
Em 2007 uma exposição fotográfica retrospectiva, um website e múltiplos eventos comemorativos celebram os 50 anos de existência do agrupamento congregando os escuteiros de Monserrate a partilhar as suas experiências e a reviver momentos.
Entretanto a Internet é uma realidade e a participação na vida da comunidade é o dia-a-dia dos escuteiros do Agrupamento 103.
O ano de 2010 é marcado por mais uma actividade regional: o IIIº Troticar da Região de Viana do Castelo (uma competição de carrinhos de rolamentos e afins), na qual a participação do CNE 103 é consagrada através de diversos prémios.
Em 2011 o CNE 103 volta a Lisboa para as competições da Red Bull e deixa a sua marca nas corridas de carros do 2º Grande Prémio Red Bull “Soapbox”.
O apoio a eventos religiosos, os acampamentos e acantonamentos, os cursos de formação, o treino de jovens no ideal escutista de Baden Powell a participação em eventos sociais alargados fazem nos tempos que correm o Agrupamento 103 do Escuteiros de Monserrate uma associação activa, resiliente e dinâmica e que sabe estar no tempo que corre como uma Escola do Futuro.