Igreja de Nossa Senhora da Agonia

A Igreja abre todos os dias entre as 09h00 e as 12h00; e das 14h00 às 18h00.

Missas:
quartas, sextas e sábados - 09h00;
Domingos - 08h30.
Santuário Mariano, tem origem numa ermida erecta em 1614 pelo Padre João Jácome do Lago, em terreno seu, sob a invocação de “Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário”. Depois, foi chamada do “Bom Jesus da Via Sacra”, talvez por aqui terminar a Via-Sacra instituída pelo Venerável Frei António das Chagas, fundador do Mosteiro do Varatojo, a qual saía do Convento de Santo António e vinha terminar nesta ermida, em cujo o adro ainda existem três cruzes. Mais tarde, teve o nome de “Ermida de Nossa Senhora da Soledade”. Finalmente, em 1774 surge dedicada a Nossa Senhora da Agonia e, com este título, torna-se Santuário Mariano. Pouco depois, em 1783, passou a ser celebrada uma Missa Solene, todos os anos, no dia 20 de Agosto. Data que viria a tornar-se feriado municipal, e estaria na origem da Romaria de Nossa Senhora da Agonia, padroeira dos pescadores de Viana.
Foi Bento José Alves, vianense radicado em Lisboa, quem reedificou totalmente a ermida, aumentando-a e rodeando-a de um murete, alargado a Norte, em 1824, para colocação do fontenário. Em 1858 e 1868 é ainda mais alargado para a construção da actual escadaria central. A frontaria do templo, da qual foi autor André Soares, assinala o ano de 1873, data da última transformação e ampliação do edifício.

No melhor estilo barroco, destaca-se na sua fachada o portal em “asa de morcego”. Internamente apresenta nave de planta octogonal e capela-mor no seu enfiamento. Os retábulos dos altares e o púlpito foram decorados com a chamada "talha gorda" bracarense, provavelmente da autoria do famoso André Soares, tendo como seu executante José Alves de Araújo, ambos de Braga.
A tribuna representa o cenário do Calvário com a imagem de Nossa Senhora da Agonia no cimo, com uma impressionante expressão de dor, olhos pregados no cadáver de Seu Filho, jazendo em sua frente. Dum e doutro lado vêem-se as imagens de Maria Madalena, Maria Cléofas e Maria Salomé, S. João Evangelista, Nicodemos e José de Arimateia. Nas paredes da capela-mor vêem-se quadros dos quatro evangelistas, e no corpo da igreja, da esquerda para a direita, mais seis, representando a Verónica, o Calvário, a Descida da Cruz, o beijo de Judas, a Flagelação e o Ecce Homo, pintados a óleo pelo pintor italiano Pascoal Parente. Sob o quadro do Calvário encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Boa Morte; e, sob o da Flagelação, está o corpo de S. Severino e um vaso do seu sangue, vindos das catacumbas de Roma, em Setembro de 1783.
A igreja tem como anexos, no lado direito, a casa do capelão, por cima da sacristia, e do lado esquerdo, a sala do Consistório, com vários retratos de benfeitores. No rés-do-chão, numerosos quadros pintados de ex-votos curando doentes, acudindo a moribundos ou livrando tripulações em perigo de naufrágio.
A torre traseira, erguida em 1868, manteve-se deslocada do corpo do edifício para não impedir as voltas da romagem.